ovem e amigo tinham desistido de festa em chácara e seguiam por rodovia.
Veículo estava em alta velocidade e com faróis apagados, dizem testemunhas.
Um jovem de 18 anos morreu atropelado por um carro na madrugada desta segunda-feira (1º) na Rodovia Candido Portinari (SP-334), em Franca (SP). Jonatan de Souza seguia de bicicleta com um amigo pelo acesso ao Jardim Guanabara quando foi atingido pelo veículo.
Segundo testemunhas, o automóvel, um Volkswagen Parati de cor preta, estava em alta velocidade e com os faróis apagados. O motorista fugiu e não foi localizado. O corpo de Souza está sendo velado em Guará (SP) e o enterro será na manhã desta terça-feira (2).
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e solicitou as imagens das câmeras de segurança da concessionária que administra a rodovia para tentar identificar o carro e o motorista.
Atropelamento
A vítima e o amigo, Jonathan Motareli Bonacinio, de 16 anos, foram a uma festa em uma chácara na noite de domingo (31), mas não entraram porque consideraram o preço do ingresso alto.
A vítima e o amigo, Jonathan Motareli Bonacinio, de 16 anos, foram a uma festa em uma chácara na noite de domingo (31), mas não entraram porque consideraram o preço do ingresso alto.
Segundo Juliana Pires, mãe de Bonacinio, os dois decidiram voltar pela rodovia para ir a outro local se divertir. Eles estavam de bicicleta e, na alça de acesso ao Jardim Guanabara, Souza foi atropelado. Com o impacto, o corpo dele foi arremessado no meio da rodovia.
“Meu filho disse que ficou procurando o amigo porque estava muito escuro. Ele foi seguindo os destroços da bicicleta para poder encontrar. Ele acabou de tirar, veio outro carro e passou em cima da bicicleta onde ela estava caída”, afirma Juliana.
O motorista do carro fugiu sem prestar socorro à vítima. Ainda de acordo com Juliana, o filho contou com a ajuda de desconhecidos para chamar o resgate, que levou cerca de 30 minutos para chegar ao local.
“A cabeça sangrando, o meu filho com a mão na cabeça dele para tentar evitar o sangramento. Ele não sabia o que fazer, estava totalmente transtornado com o acontecido”, diz a mãe.
Trauma e revolta
Souza chegou a ser levado para a Santa Casa de Franca, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com Juliana, o filho está chocado com a tragédia.
Souza chegou a ser levado para a Santa Casa de Franca, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com Juliana, o filho está chocado com a tragédia.
“Ele se sente culpado pelo que aconteceu, fala que deveria ter acontecido com os dois, não só com o amigo. Ele era de dentro de casa, como amigo, irmão, de coração mesmo. Sempre estava junto, para tudo. É uma perda muito grande”, lamenta a mãe.
No velório, familiares de Souza dizem esperar que a polícia encontre o responsável pelo atropelamento. “Talvez, se tivesse dado socorro, estaria vivo. Eu torço para que a autoridade pegue quem atropelou meu sobrinho”, diz a faxineira Sueli Marcelino da Silva, tia do jovem.
Fonte G1

